terça-feira, 15 de setembro de 2009
Inocentes Virada Cultural 2009 em Jundiaí
Quase 50 mil na Virada.
A banda 'Os Inocentes' tocou para milhares de pessoas, ontem, no dia de encerramento da Virada Cultural
Mais de 45,3 mil pessoas participaram da segunda edição da Virada Cultural Paulista, em Jundiaí. F
Ao todo foram investidos R$ 125 mil para a realização da Virada Cultural de Jundiaí. No ano passado, o investimento foi de R$ 92,5 mil. "É um valor que vale a pena e não é tão alto se pensarmos no custo-benefício para a cidade." A Virada Cultural aconteceu em 20 cidades do Estado e as mais de 550 atrações atraíram cerca de meio milhão de pessoas nas primeiras doze horas de Virada.
O público aprovou a iniciativa e elogiou a programação escolhida para Jundiaí. "Está muito melhor que a do ano passado. Eu nunca achei que veria um show de uma banda como ´Inocentes´ de graça, financiado pela secretaria de Estado", disse a estudante Tânia Carolina Marancero. Ela sugere que mais bandas de rock venham nas próximas edições. "Matanza e Rita Lee seriam boas opções."
A professora Juliana Augusta Verona foi com a filha e um grupo de amigos ao show dos ´Inocentes´ e adorou. "Poderia ter mais vezes no ano, né? É bom poder fazer um programa legal e poder trazer minha filha, por exemplo, A minha sugestão para o próximo ano seria mais MPB." Na opinião do diretor das casas de espetáculos de Jundiaí, Wagner Nacarato, o público foi bastante receptivo. "Tivemos pelo menos 600 pessoas em cada apresentação e isso foi muito bom. Vamos conversar com a secretaria de Estado e fazer algumas observações para tentar melhorar ainda mais a programação do próximo ano."
Programação - A abertura oficial foi no final da tarde de sábado, no Parque Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva), com a banda Vanguart, considerada uma das maiores revelações do rock nacional dos últimos tempos. Pelo Parque passaram atrações como Raízes Rasta (leia mais abaixo), Inocentes e Cachorro Grande, que fechou a Virada. O principal show, no início da madrugada de ontem, foi o do cantor Marcelo D2, que atraiu mais de 20 mil pessoas. Nos teatros foi possível ver cinema francês, espetáculos de dança, como o Balé da Cidade de São Paulo, a Cia. Druw de teatro, com o monólogo de Ricardo Bittencourt e o grupo Zuzu Abu.
Inocentes na Virada Cultural 2008


14h – Na Rua Barão de Itapetininga, punks se revezavam em uma homenagem ao Clash: Mingau (365/Ultraje), Clemente (Inocentes), Redson (Cólera) e Ari (365) fizeram um bê-á-bá de hits clashianos com ótimas versões para “Guns of Brixton”, “Complete Control”, “Train In Vain”, “Tommy Gun” e “Rock The Casbah”, entre outras. Luiz Thunderbird engrossou a jam session tocando Chuck Berry e Joelho de Porco, e a “bagunça” terminou com Wander Wildner subindo ao palco para cantar Sex Pistols (”Lonely Boy” e “I Wanna Be Me”), Ramones (”I Believe In Miracles”) e… Replicantes (”Surfista Calhorda”). Os Inocentes fecharam a tampa com “Pânico em SP” e “Pátria Amada”.
Inocentes em 2002

Festa do Dia Mundial do Rock - Brasil 2000 (Broadway, São Paulo, 14/07/02)
A apresentação do Inocentes começou por volta das três horas da manhã e a essa altura grande parte do público já tinha ido embora. Sorte de quem ficou, pois pôde conferir músicas como “Pânico em SP”, “Desequilibrio” e “Expresso Oriente” sendo executadas com muita energia por Clemente, Ronaldo, Anselmo e Nonô. Tocaram também o hit “Cala a Boca” do álbum Embalado à Vácuo, que foi cantado em coro pelo público, além dos covers “Verme” (Garotos Podres) e “São Paulo” (365).
Fonte:http://whiplash.net/Inocentes em Goiânia
INOCENTES

A velha guarda do punk nacional foi bem lembrada nesta edição do Noise. A confraternização da galera do Periferia e Inocentes nos bastidores elevou o clima de "brodagem" no último dia do festival. "Pode bater palma que a gente aceita", disse Clemente. A banda fechou a apresentação com "Pânico em SP". Antes do show do Helmet conversei um pouco com o baixista Anselmo e com o baterista Nô. Sentados na escada que dava acesso ao palco, quis saber como o militante punk Anselmo via o estilo hoje. "Tem muita coisa ruim, não posso mentir para você". Ele vem de uma época em que para conseguir gravar uma música, mostrar o trabalho fora da cidade era uma maratona extremamente difícil. Com a Internet e o avanço da tecnologia uma banda produz um single atualmente mais rápido do que o processo de xerocar mil flyers para divulgação de um evento. "Mas a internet mantém bem viva a filosofia faça você mesmo do punk. A galera pode gravar, disponibilizar as músicas e ser conhecida sem passar por uma gravadora", diz Nô. Para Anselmo, em muitas bandas que vão na onda da "modinha punk" falta alma. Tem o visual, mas não tem conteúdo. "Eu sou meio saudosista, quando comecei no punk era época de ditadura e eu era funcionário público, agüentei muita coisa por conta do visual e sentia na pele o que representa o movimento", disse Anselmo. "Hoje em dia você entra de um jeito pela porta de um shopping e sai punk pelo outro lado", afirma Nô. Por isso, para eles, falta muita autenticidade no que se faz atualmente.
FONTE: http://dynamite.terra.com.br/blog/
Noite A Vez do Brasil com Inocentes


O show foi só clássico do começo ao final. Também pudera, a banda está de volta com o "trio parada dura" no comando: Clemente, Anselmo e Ronaldo, aliados agora ao excelente novo baterista Fred. Abrindo com o veterano hino do punk rock nacional "Rotina", eles seguiram o set list com "A Cidade Não Para", outra clássica dos velhos tempos foi "Garotos do Subúrbio", "Front", outro hino em "Pátria Amada", "Desequilíbrio" (esta da banda Hino Mortal), "Expresso Oriente", outro grande sucesso nas rádios com "Cala A Boca", mais clássico das antigas com "Medo de Morrer", "4 Segundos", uma ode a Sampa em "São Paulo" (do 365), "Franzino Costela". Fechando o set de musicas da banda tocaram "Pânico em SP" (cantada em coro pela galera!). Para finalizar a grande apresentação, eles reverenciaram a banda que talvez os tenha influenciado mais: The Clash. Tocaram as clássicas "I Fought The Law" e "Should I Stay or Should I Go?"
Inocentes no Tendência Rock
Inocentes ao vivo no Tendência Rock (Foto: Andreia 'Berla' Berleze)
Na seqüência Inocentes e Clemente nos vocais, bem conservado, tirou suspiros até das titias presentes!!!!
Seu vocal é limpo, nítido e harmônico.
O baterista é um verdadeiro demolidor. É lindo de ver!
Clemente e sua trupe no palco do Callas (Foto: Andreia 'Berla' Berleze)
As músicas antigas dos Inocentes tiveram releituras pop e muitas delas remetem aos anos 80. As músicas: "Franzino Costela" do Sex Noise em seu refrão "Eu Apanhava Todo Dia" e "Cala a Boca" e seu refrão "cala a boca não enche o saco"! parecem feitas sob medidas para "aquele" tipo de mulher com discurso " eu quero ir embora" e as letras parecem recortes de contos bukoviskianos. A banda tem guitarras agressivas. Das antigas abriram com "Medo de Morrer", desta época mandam "Garotos do Subúrbio" e "Miséria e Fome". Do EP Pânico em S.P. mandam todas, além de "Pátria Amada" e músicas mais novas que não tem o mesmo brilho e pegada das mais antigas. Poderiam tocar "Promessas" e "Animal Urbano".
Inocentes Goiânia Noise Festival

Início: | 23:20:00 |
Palco: | Monstro |
Release: | Na ativa desde 82, o Inocentes é um dos maiores nomes do punk rock nacional. A banda já lançou inúmeros discos e propagou o punk no Brasil em sua forma mais direta. Sem se venderem ou mudarem seu estilo apesar de qualquer dificuldade financeira ou ideológica, a banda se mostrou persistente ao longo dos anos em fazer o que acredita com sinceridade, tornando-se respeitada e aparecendo em diversos documentários e obras como referência primordial para grande parte das bandas do estilo nos dias atuais. |
Link: | www.myspace.com/inocentes |
Inocentes no Credcard Hall

PENNYWISE & INOCENTES – Credicard Hall/SP – 30/03/2007.
Texto e foto: Júlio César Bocáter.
Quem abriu a noite foi o Punk veterano do Inocentes. Fazia tempo que não os via e ouvia ao vivo. Apesar do set curto (banda de abertura neste evento) e de problemas com o som, a banda fez um set correto, eficiente e na cara, como sempre, com a experiência de quem está na estrada a quase 30 anos! A geração jovem presente ao show, agitou, pulou, pogou, respeitou e cantou junto todas as músicas com Clemente e companhia. Logo de cada, abriram com Rotina, um tapa na cara de todos logo no começo! Garotos do Subúrbio, Expresso Do Oriente entre outros clássicos. Das clássicas das clássicas, faltou Pátria Amada, não sei porque. Em off, entre nós, o primeiro vídeo clipe que assisti na minha vida, quando eu ainda era criança, foi o de Pátria Amada no programa Som Pop na TV Cultura, apresentado pelo Kid Vinil. Quem bom que eles estão na estrada com tudo ainda, sem terem caído na “rotina”.
Inocentes

Certamente uma das primeiras bandas punk-rock do Brasil (desde 1981), os Inocentes acabam de ser eternizados na “Calçada da Fama do Rock Brasileiro”. A cerimônia de captação das impressões das mãos e autógrafos de seus integrantes aconteceu na sexta-feira 07 de novembro de 2008, durante a gravação de um programa de TV para o ShowLivre, na capital paulista.
Fruto da união de duas bandas da periferia de São Paulo, o “Restos de Nada” e o “Condutores de Cadáveres”, o nome “Inocentes” teria sido inspirado em uma música dos primórdios do punk inglês, de John Cooper Clarke, “Innocents”, parte da coletânea “Streets” do selo Beggar’s Banquet.
Embalados pelo som da época dos Buzzcocks, Vibrators, Generation, New York Dolls, The Saints e, claro, Ramones, em 1982 os Inocentes estrearam na coletânea “Grito Suburbano”. Formada por Clemente nos vocais e guitarra, Ronaldo na guitarra, Anselmo no baixo e Nonô na bateria, os Inocentes receberam a equipe RockWalk Brasil nos estúdios da ShowLivre, onde deixaram suas marcas e autógrafos na placa de concreto e no contra-baixo, instrumento que agora integra o acervo RockWalk Brasil, à cada dia mais reunindo verdadeiras relíquias que ajudarão a contar a história do rock brasileiro.
Para 2009 os Inocentes preparam muitas novidades para os fãs, incluindo mega produção de seu novo show, além dos preparativos para o lançamento de novos trabalhos, o que pode incluir CD e DVD inéditos.
FONTE: http://rockwalk.com.br/
Divulgação do cd O Barulho dos Inocentes

Das primeiras e mais importantes bandas punks brasileiras, foi formada em 1981 com a união de duas bandas da periferia paulistana, o Restos de Nada e o Condutores de Cadáveres. No ano seguinte, estrearam em disco na coletânea inaugural do punk nacional, "Grito Suburbano". Em 1985, os Inocentes (Clemente, vocais, baixo e guitarra; Ronaldo e Calegari. guitarra; André, Paulo Barnabé e Nonô, baixo; Marcelinho, Tonhão e Anselmo, bateria) se tornaram os primeiros punks brasileiros a gravar um disco por uma grande gravadora: o mini-LP "Pânico em SP". Mais dois discos e eles voltaram aos selos pequenos, nos quais se mantiveram até meados dos anos 90. Em 2000, lançaram "O barulho dos Inocentes", disco de versões de músicas do punk nacional. O líder, vocalista e guitarrista Clemente Tadeu Nascimento foi o único membro constante de todas as formações da banda.
FONTE: http://www.cliquemusic.com.br/artistas/ver/inocentes
Inocentes o roquenrou

Para fechar restaram as três bandas mais conhecidas do movimento punk. E apesar de toda aquela lenda dos Inocentes serem traidores, eles fizeram o público cantar o que pareciam ser verdadeiros hinos suburbanos. Olho Seco, mais respeitado pelos punks radicais, fez um grande show e muito discurso (alguns sem sentido), mas a maioria só queria mesmo era cantar o refrão "seco, seco, seco, isto é olho seco". E o Cólera fez a multidão que o esperava o dia inteiro pular, cantar, se bater e o que mais se pode imaginar. Infelizmente muitas pessoas foram ao show de transporte coletivo e o local foi esvaziando mesmo antes de acabar a apresentação.
Inocentes e Napalm Death no Circo Voador RJ
ii
| INOCENTES NO CIRCO VOADOR NO RJ E aqueles que decidiram não entrar, acabaram perdendo um showzaço de abertura, proporcionado pelos cariocas. Pensa que o fato de a pista estar vazia durante a apresentação diminuiu a empolgação da banda ou ao menos a intensidade das rodas que já se formavam na pista do Circo Voador? Mas é claro que não! Algo interessante de notar e de se comentar é o fato de que conforme o show dos caras foi progredindo, foi como se eles conseguissem ao mesmo tempo atrair o público e mantê-los ligados no show, o que em minha opinião é mais importante ainda e deve ser o foco principal de uma banda de abertura. Ao final da apresentação o vocal ainda agradeceu aos presentes pelo apoio e reação positiva e também aos produtores do espetáculo por terem dado a eles a oportunidade de abrir um show tão especial como esse. Se alguém tinha que agradecer a alguém, acho que esses seriam os presentes durante os pouco mais de 25 minutos que o Confronto esteve em cima do palco. Poucas são as oportunidades em que temos a chance de assistir um show de abertura de tão alto nível. E olha que os caras contaram com pouquíssimo tempo para ir lá e mandarem o seu recado, o que acabaram conseguido de forma eximia. Apresentação com saldo altamente positivo e é sempre muito bom poder constatar que o underground carioca conta com bandas de tamanha qualidade. Cerca de meia hora após o término da apresentação do Confronto, foi a vez dos punks paulistas do Inocentes subirem ao palco do Circo Voador para dar prosseguimento aos trabalhos. O começo da apresentação da lenda do punk rock nacional foi bastante empolgante, porém bastante problemático. No momento da apresentação do Inocentes, um público bem maior já se encontrava no recinto, embora isso não queira dizer que haviam mais pessoas assistindo a apresentação do Inocentes do que haviam na do Confronto. Mas como assim? Calma, que eu explico. Lembram quando eu falei que o Confronto foi tão bem sucedido em sua apresentação de modo a ter conseguido atrais mais pessoas para assisti-los além de apenas daqueles que já conheciam o trabalho da banda? Pois é, o mesmo não parece ter acontecido com o Inocentes visto que durante o curso de seu show, boa parte do público parecia mais entusiasmada em socializar ao redor do bar do Circo do que assistir de fato a apresentação. Algo que me pareceu ter prejudicado demais os Paulistas e contribuído para um show um tanto quanto morno, foram os constantes e já previamente citados problemas de som enfrentados pela banda, principalmente na primeira parte do show. Outros fatores que podem e devem ser citados é que tanto banda como público pareciam estar um tanto quanto descolados com relação a um outro. Minha opinião pessoal é de que o tipo de som executado pela banda não combinou bem com a proposta da noite. Some a isso a ansiedade do público pelo show de uma banda que já não tocava aqui na cidade maravilhosa e, por fim, os 50 minutos de apresentação. |
Inocentes Virada Cultural 2007
Entretanto, o quebra-quebra feito por uma turma de vândalos e as prisões decorrentes de uma desajustadíssima operação da Polícia Militar tomaram conta, com justiça, do noticiário da imprensa no dia seguinte à festa.
Apesar da bem montada programação de shows, um conflito na Praça da Sé atrapalhou o bom ritmo em que estava rolando a agenda de apresentações. Por volta das cinco horas da manhã de domingo, policiais que tentavam fazer a prisão de alguns pixadores próximos ao show do Racionais MCs foram enfrentados por homens que estavam ao redor e uma reação exagerada da polícia aliada ao vandalismo de alguns grupos causou um conflito que machucou quatro PMs, feriu outros oito cidadãos e acabou em onze prisões.
Uma filial das Lojas Americanas foi saqueada e um Rei do Mate também. Oito viaturas da PM foram danificadas, bem como dois carros particulares. Bloqueios de estações de metrô próximas ao local do tumulto foram destruidas, porém havia gás lacrimogênio dentro das instalações subterrâneas, e este tumulto pode ter ajudado a que catracas fossem danificadas devido ao pânico da população.
Um fato lamentável que constrata com o sucesso dos shows de Cauby Peixoto e do Cordel do Fogo Encantado, que também se apresentou no ano passado e foi um dos mais aplaudidos. As atrações de música eletrônica também fizeram sucesso. O palco XV de novembro, onde os DJs se apresentavam dentro de uma bolha transparente, chegou a juntar 10 mil pessoas. Mesmo número de público que foi ver os Racionais.

Na mesma tarde, o palco que recebeu as atrações de punk rock também teve bastante êxito. Num climão bem sossegado de tarde de domingo, entre roqueiros mais velhos com filhos e esposas e uma juventude vestida de preto dos pés a cabeça, as bandas Inocentes e Garotos Podres tocaram sucessos antigos e a Plebe Rude mostrou canções do novo disco.
A Virada Cultural é um evento nos moldes do que acontece em Paris e Buenos Aires há mais tempo. Só é uma pena os museus daqui não ficarem abertos também, ao contrário do que acontece nestas cidades.
Inocentes em Belém
O barulho dos Inocentes em Belém!

Clemente e cia. finalmente aportam na terra do chibé pra debates e shows. Não vai perder!
Por 100Grana
Como se não bastasse talvez ser o principal responsável pela revitalização da Plebe Rude, Clemente Nascimento ainda encontra fôlego punk de sobra pra liderar sua banda-mãe, os Inocentes, que se apresentarão pela primeira vez em Belém, no domingo, dia 18. mas antes, no sábado, ele participa de debates sobre o cenário musical paraense e brasileiro junto com bandas locais. Presta atenção no serviço, liso:
Sábado 17 – Mormaço – 22h
Debate com Clemente e integrantes das bandas Norman Bates e Madame Saatan
Shows do Gibamones, Vinil Laranja, ION e Aeroplano
Discotecagem de Sidney Filho, Vanja Fonseca (baixista da banda Turbo) e do próprio Clemente
Domingo 18 – Afrikaan Bar – 16h
Inocentes fecha a noite que conta com shows do Norman Bates, Delinquentes, Jolly Joker, Sincera, Telaviv e Ruwa
Rock que não acaba mais e com gente que entende, o que é melhor.
Fonte: Sidney Filho
Inocentes em 2006 na UOL
Inocentes tocam nesta terça no Clube Belfiore
Por: Martina Carli
Nesta terça, 25/07, o Clube Belfiore, em São Paulo, recebe o show da veterana banda punk paulistana Inocentes (foto). A apresentação acontecerá na edição beneficente da festa Viva El Roque, que arrecadará fundos para a fraternidade Irmã Clara, que trata e reabilita gratuitamente crianças e adultos com deficiência mental. Além dos sons ao vivo de Clemente e sua trupe, a festa também contará com a discotecagem de conhecidas figuras da cena roqueira da cidade: os DJs Flávio Forgotten, Lú Riot e Psycho. O evento começará às 21h e as entradas custam 5 reais. Dica para quem procura uma balada de rock alternativo no começo da semana. |
Inocentes no Guia Folha de S.P
Novas festas sacodem poeira de clubes com rock, hip hop e house
| As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações |
JULIANA NADIN
do Guia da Folha
| Divulgação |
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| Integrantes da banda punk Inocentes, que toca no Studio SP nesta quarta-feira (13) |
Toda quarta-feira, bandas novas e consagradas atraem para o Studio SP um público diferente do que costuma circular por ali: punks, indies e roqueiros. Pela primeira vez, a casa dedica uma de suas noites ao rock. O grupo Inocentes, capitaneado por Clemente, sobe ao palco na próxima edição (dia 13). Isabel Nassif e Manuela Rahal cuidam dos toca-discos. Ingr.: R$ 20. Há desc. c/ nome na lista.
Inocentes e polêmicas sobre o movimento "Punk"
Punks lutam contra estigma de violentos
Para integrantes do movimento, atos de violência são reflexo da sociedade.
“Em teoria”, os punks são pacifistas, garante Clemente, vocalista do Inocentes.
MARCELO MORA Especial para o G1, em São Paulo
Para começo de conversa, os punks são anarquistas, contra o sistema, mas não são violentos. Punks das antigas, como Clemente, vocalista do Inocentes, banda com 26 anos de estrada, e ex-punks, como Gustavo Eduardo Araújo Brasil, historiador de 34 anos e que mora em Ilhéus (BA), atos violentos de punks – e da juventude em geral -, como dos últimos dias em São Paulo, são reflexo da violência da sociedade, como fazem questão de ressaltar.
Apesar de pacifista, em seus 30 anos de existência o movimento acabou estigmatizado como agressivo pela mídia. Talvez pelas roupas sujas e rasgadas, as mesmas com as quais o empresário Malcolm McLaren vestiu os pupilos Steve Jones, Paul Cook, Sid Vicious e Johnny Rotten, integrantes da banda inglesa Sex Pistols, por ocasião do lançamento do mítico álbum Never Mind the Bollocks, em 1977, talvez pelos cabelos espetados, pelos piercings ou pela porrada sonora das bandas: enfim, desde o início, surgiu para chocar, para contestar. Mas não para agredir.
No Brasil, a cena punk se consolidou com o festival O Começo do Fim do Mundo, realizado no Sesc Fábrica da Pompéia, na Zona Oeste da capital paulista, em 1982, e que contou com a participação de várias bandas. Desde então, os punks passaram a ser reconhecidos nas ruas das mais diversas cidades do país como uma tribo.
Para Clemente, o movimento ainda perdura e atrai jovens nos dias de hoje devido à sua espontaneidade. E os atos de violência dos últimos dias são isolados. “Teoricamente, os punks são pacifistas. Mas quando junta um bando de jovens é difícil segurar. A violência, na verdade, não é privilégio dos jovens da periferia. Há uma tendência à violência da sociedade como um todo. Não são só punks que se envolvem em atos de violência”, argumenta o vocalista do Inocentes.
Basta lembrar dos jovens abonados da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que surraram e roubaram uma empregada doméstica que esperava a condução em um ponto de ônibus para voltar para casa. Ou dos freqüentadores de academias de artes marciais e musculação que saem de casa com apetrechos como soco-inglês e vivem se atracando pelas ruas de São Paulo.
A rixa entre esquerda e direita precede – e explica – a rixa entre punks e skinheads. Punks são anarquistas; ou seja, de extrema esquerda. E skinheads, nazistas; de extrema direita. Desta forma, criou-se naturalmente a rivalidade entre estas tribos, acrescentando assim um ingrediente a mais na violência.
Na semana passada, um grupo de 20 punks cruzou com quatro skinheads na Avenida Tiradentes, perto da estação da Luz. Como resultado, um adolescente de 17 anos, supostamente um “careca”, foi espancado ferozmente e mandado para o hospital com traumatismo craniano. Os outros três conseguiram fugir. A polícia prendeu dez punks que participaram da ação. Eles vão responder criminalmente por tentativa de homicídio.
Desde o início dos anos 80, são comuns os confrontos entre integrantes dos dois grupos em São Paulo. Mas a rivalidade ocorre em qualquer lugar, até mesmo na pacífica Bahia de todos os santos. “Em 1990, eu fui para Salvador e lá tinha muita rivalidade com os ‘carecas’. Carrego algumas cicatrizes desta época”, conta Gustavo Araújo, que foi punk dos 14 aos 25 anos.
Já a masterpiercer (colocadora de piercing) e DJ Cláudia Zuba, de 38 anos e punk dos 16 aos 20 anos, conta que perdeu muitos amigos nessas brigas entre as tribos. "Pelo menos uns oito amigos morreram nestas 'tretas' com os skinheads ou os carecas. Os skinheads são nazistas e os carecas, nacionalistas", explicou.
Mesmo distante da cena punk das grandes metrópoles, Gustavo decidiu virar punk por causa do pai. “Meu pai era integralista. Então, como todo bom adolescente, fui contra o meu pai. Quando me deparei com o anarquismo, me identifiquei”, relembra, não sem abrir mão do bom humor.
Por conta dessa identificação, Gustavo entrou de cabeça no movimento e participava de quase todo protesto ou passeata de trabalhadores. “Decidi sair porque não agüentava mais correr da polícia. Nas passeatas, os próprios policiais atiçavam os skinheads contra nós e depois do tumulto armado só desciam a borracha em nós”, recorda Gustavo.
Para ele, no entanto, o que marca o movimento punk é o pacifismo. “Essa coisa da agressão é mais da juventude. O estigma (de violento) existe, mas não condiz com a realidade. As roupas, a aparência, com aqueles cabelos espetados, tinham um significado muito forte. Se em cidade grande já olham torto, imagina em Ilhéus como me olhavam”, brinca o pesquisador.
Depois de 30 anos - 25 anos no Brasil-, o movimento, obviamente, não carrega mais todo o seu peso panfletário como dos anos iniciais, perdeu sua força e se diluiu. Para Cláudia, a violência gratuita de punks que desconhecem a ideologia está descaracterizando o movimento.
"Os que se dizem punks hoje em dia batem em gays, matam um atendente por causa de um desconto de R$ 0,60. Para mim, são bandidos. O que era ideologia virou banditismo", afirmou, ao relembrar do assassinato de um balconista em um quiosque no último dia 15 no terminal D. Pedro II, no centro de São Paulo.
“Muitos jovens se dizem punks e nem conhecem a ideologia do movimento. São 30 anos, não é mais como antigamente. Nem bandas representativas, um dos pilares do movimento, há mais hoje em dia”, lamenta Clemente.
Apesar disso, o Inocentes continua nas trincheiras, despejando decibéis nos ouvidos de públicos dos mais diversificados em porões de casas alternativas de shows de rock no centro da capital . “Costumo dizer que nos nossos shows vão até punks”, brinca Clemente.
Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL159950-5605,00-PUNKS+LUTAM+CONTRA+ESTIGMA+DE+VIOLENTOS.html
Porão do Rock com Inocentes

Felipe Seabra, do Plebe Rude, se infiltrou na coletiva dos Inocentes e mandou uma pergunta, se identificando como repórter da revista "Gracie". "Como você consegue transitar entre uma banda punk de São Paulo e uma banda de filhos de ministro em Brasília?" A gargalhada foi geral. "Pô, eu tenho que filar a bóia de alguém!", respondeu Clemente com uma gargalhada. Como se sabe, Clemente atualmente se divide entre a Plebe e os Inocentes.
Clemente lembrou que já são 26 anos de Inocentes desde os tempos de ''Pânico em SP'' e ''Garotos do subúrbio'', daí perguntei se era difícil manter a coerência e a relevância por tanto tempo. "Difícil é. Para ganhar dinheiro você tem que fazer algumas concessões , mas nós nos mantemos coerentes. O reconhecimento demora, nós levamos 10 anos para chegar ao Porão do Rock, mas é gratificante porque é o que a gente acredita. Estamos mais velhos, depois do show dói tudo, mas estamos aí.
Dentro do mesmo espírito, um colega perguntou se ele ainda revalidava sua frase mais famosa, na época em que o punk paulista procurava se afirmar: "Nós estamos aqui para detonar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das 11, pisar nas flores do Geraldo Vandré e transformar a Amélia numa mulher qualquer." A resposta: "Naquele momento foi importante dizer aquilo, de esclarecer que estávamos indo contra o estabelecido. Pouca gente percebe mas o punk paulista influenciou o mangue beat, se existe esse rock hoje é porque nós começamos lá atrás." E mais: "O punk não faz política partidária mas é político quando fala do que toca a gente. Punk não é necessariamente política, punk é uma atitude musical, você faz o que quer." O show teve os clássicos da banda "Pátria amada" - "Tudo a ver aqui, bem perto do Congresso", disse Clemente. Alguns versos: "Pátria Amada, é pra você esta canção/ Desesperada, canção de desilusão/ Não há mais nada entre eu e você/ Eu fui traído e não fiz por merecer. E mais "Rotina", Expresso Oriente, Miséria e fome, Ele disse não).
Fonte:http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/default.asp?a=39&periodo=200706
Nonô e seus equipamentos



Nonô conheceu Clemente em 1993 em uma oficina de música, começou a trabalhar de Roadie e abrir alguns shows. Com a saída do batera César, foi convocado por Ronaldo pra fazer parte da banda. Gravou os CDs, Ruas, Embalado à Vácuo, O Barulho dos Inocentes e 20 anos ao Vivo, e participou dos principais shows dos Inocentes. Em 2001 saiu da banda, retornando em 2006. O baterista Nonô, nos recebeu em sua residência com muita simpatia e paciência. Nonô nos contou sobre sua carreira no cenário musical, sobre projetos da banda, seu kit e tirou muitas fotos para nosso Site. Os elogios para os Hard-Bags High Level, também não faltaram e mostrou-se satisfeito com nosso trabalho. Gostaríamos de agradecer, à esse grande baterista, pela parceria e toda força que nos deu até agora, fazendo parte de nosso "Time". Para nós uma grande honra. Valeu Nonô, muito sucesso e tudo de bom!!! Abração
Nonô dos Inocentes usa os Hard-Bags High Level
Inocentes na gravação do DVD: Matéria e fotos





Energia Punk “Interdita” o CCSP: Inocentes
Clique aqui e veja as fotos deste show.
No dia 15 de julho o CCSP rendeu-se mais uma vez ao protesto advindo do punk rock através da brilhante apresentação da banda Inocentes, participante ativa da cena underground dos anos 80.
Com cenário sugestivo, onde faixas de interdição pública pontuavam totalmente o palco em estrutura de arena da sala Adoniran Barbosa (este foi aliás, um genial recurso para as entradas de cada integrante) a banda inicia apresentação onde seus grandes sucessos são relembrados de forma única, contagiando automaticamente o público presente.
Através de letras reflexivas e das melodias de intrincada construção estilística, mesclando ao punk rock elementos preciosos, em conversões precisas e variações fantásticas de andamento e tom, o público foi brindado com momentos históricos na música de protesto nacional, revelando um pouco do que de melhor se realizou em nosso rock nas últimas décadas.
Digna de menção as atuações individuais dos excelentes músicos, onde à bateria firme e cadenciada mesclaram-se riffs de guitarra perfeitos, harmoniosos acordes de baixo e voz de timbre acentuado incomum de Clemente, numa brilhante celebração aoi punk rock nacional... Fantástico!
Nota para as excelentes execuções de “A Cidade Não Pára”, “Rotina”, “Nada de Novo no Front”, “Garotos do Subúrbio”, “São Paulo” e “Pátria Amada”.
Tributo aos Inocentes

Várias bandas do cenário underground fizeram uma grande homenagem aos Inocentes em um tributo chamado "PÂNICO" supervisionadoe produzido por Anselmo baixista da banda! Sem contar que até os Titãs fizeram uma honegem aos Inocentes no cd "As 10 Mais" fazendo uma releitura de "Rotina".
Faixas:
01-Garotos do Subúrbio (Underboys)
02-Ele Disse Não (Street Bulldogs)
03-Morte Nuclear (Sick Terror)
04-Mais Um Dia (Stoosh)
05-Nunca Diga Jamais (Sigarrones)
06-A Raiva Vai Nos Salvar (Fogo Cruzado)
07-Cala a Boca (Bandits)
08-Intolerância (Skamoondongos)
09-Pátria Amada (Holly Tree)
10-Nada de Novo No Front (Defronte)
11-Não Acordem A Cidade (Pacto)
12-Miséria E Fome (Heresia)
13-Nada Pode Nos Deter (Nitrominds)
14-Inimigo (8 Cilindros)
15-Expresso Oriente (Narcose)
16-Escombros (220 Volts)
17-Pânico Em SP (Calibre 12)
domingo, 13 de setembro de 2009
Sobre os movimentos

Como você vê o punk e qual a principal diferença de como ele é retratado pela mídia?Alemão: Música, é assim que vejo o punk rock, ao contrário da mídia que vê como um grupo de marginais, blá, blá blá....Clemente (foto de Gabriel Chiarastelli): A mídia generaliza, mistura tudo, não procura entender. É claro que existem punks violentos mas não são todos, é uma minoria. O punk cresceu, se diluiu, se subdividiu, mas até hoje é importante como música e comportamento, mas não acredito mais no movimento coeso, como era até o meio da década de 80. Mas o punk como um tipo de atitude.Demente: Vejo o punk como uma rebelião contra o que está errado na sociedade, contra os dogmas sociais que tentam desesperadamente nos empurrar. Ser punk é tomar consciência crítica à respeito do mundo ao seu redor e fazer algo para mudá-lo, não adianta guardar o conhecimento no bolso, a palavra-chave do punk é atitude e atitude nada mais é que assumir uma postura radical e também suas conseqüências. A mídia vende a imagem de arruaceiros drogados, sendo que isso é apenas a ponta do iceberg, há muitas visões e posturas diferentes e até conflitantes dentro do que se chama hoje punk. Boka: A mídia sempre explora as coisas que vão dar ibope, por exemplo tretas e bizarrices, nunca o lado produtivo ou positivo. Mas pensando bem, não pode ser positivo para ela porque algo que contesta o sistema, também vai contra a mídia maiorista, assim que me considero um inimigo da mídia que nunca vai falar bem do punk, e nem deve, se o fizer algo está errado...Quem é o culpado pela violência entre os jovens hoje em dia?Alemão (foto do Hangar 110 de Jozzu): Infelizmente a violência é um ingrediente das grandes cidades. É ingênuo aquele que acha que é problema de Terceiro Mundo, há poucos dias vimos torcedores se agredindo na Itália, na França os protestos também estão recheados de violência. Acho que os grandes culpados pela violência são os governantes que colocam a educação em último plano! Quem tem cultura e educação é mais ponderado, respeita a opinião alheia, tem como argumentar. Clemente: Acho que há um aumento da violência na sociedade em geral, e acho que essa nossa sociedade de consumo só preocupada com os valores materiais tem a ver com isso. Acho que todos nós temos um pouco de culpa, não posso falar que é só do governo, pois a violência cresceu em todas as classes sociais.Demente: Trate o povo como bicho e muitos se tornarão bichos... É uma mistura perigosa, falta de investimento público em educação, gente amontoada feito gado em ônibus e trens superlotados, falta de opções de lazer... fora a miséria e humilhação que qualquer pessoa que não vive em um condomínio de luxo e depende do Estado para qualquer coisa sofre, acho que a violência social no Brasil, não só entre a juventude, é bem baixa se levarmos em conta a vida de merda que a maioria leva.Boka: Acho que é um fenômeno social e comportamental da juventude, muitos gostam de treta e é isso, mas também existem muitas pessoas que não estão nessa de violência. Mas certamente a juventude, principalmente a de classe média, é totalmente “sem noção” de porra nenhuma, talvez uma falta de perspectiva e uma busca de identidade e auto-afirmação, levam jovens todos os dias a cometer atos de violência. Acho que isso já um lance de psicologia, não tenho como falar muito sobre isso.Existe um estereótipo de que o punk é vândalo, ignorante e violento. Na sua opinião até onde isso é verdade e qual o motivo desse estereótipo permanecer até os dias de hoje? Alemão: O grande problema é que grande parte dessas gangues de “punks” é formada por pessoas abandonadas pelo poder público. Os que estudaram o fizeram em escolas públicas sucateadas, pegaram o canudo mas não conseguem interpretar um pensamento, para eles é tudo na porrada. Na verdade não são punks, são pessoas que se vestem como punks. Quem gosta de música punk não tem tempo pra idiotices.Clemente: Sim! Se o estereótipo vende mais jornais e revistas, dá mais ibope (risos). É isso, como eu disse, existem punks de tudo quanto é tipo até os violentos, mas não se pode generalizar e passar a idéia de que um movimento tão importante seja confundido, com um encontro de gangues.Demente (foto retirada do site do Phobia): O primeiro passo para minar os grupos que protestam contra a ordem instituída é a difamação. Com o poder da mídia, é fácil pegar um caso isolado e difundi-lo incessantemente até que se torne uma verdade. Maçãs podres existem em qualquer lugar inclusive no movimento punk. O casal Hernandes tentou entrar nos EUA com dinheiro escondido na Bíblia, então todo crente é criminoso? O Pimenta Neves, que era editor do jornal O Estado de São Paulo foi lá e assassinou a namorada... isso quer dizer que todo jornalista é assassino e covarde? Aliás, ele nem está preso e mal se fala nisso, ele não é um vândalo violento também? A sociedade é classista e privilegia os ricos, isso é fato, como também é fato que ela condena os pobres e os opositores. O que os detentores do poder nesse país ganham dizendo a verdade sobre os punks, sobre movimentos de esquerda radical, sobre o MST e derivados, por exemplo? Nada! Por isso, enquanto o Brasil for dominado por uma minoria inescrupulosa e uma mídia mercenária e submissa ao capital, nada vai mudar.Boka: A verdade é que “punk” é um termo muito amplo e profanado, sem contar que várias coisas podem ser punk, não existe um modelo para isso. Muitos dizem que vandalismo, ignorância e violência não é punk e outros dizem que sim, é por isso que eu não gosto de me associar muito ao rótulo punk, já que não me vejo como um punk simplesmente. Existem muitas restrições com respeito ao punk e vou ter que buscar um novo modo pra justificar minhas atitudes e dizer: “eu faço assim, e assim é punk”, realmente estou fora deste contexto, não quero me auto-afirmar com nada.
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Uma das primeiras bandas punk-rock do Brasil, os Inocentes acabam de ser eternizados na Calçada da Fama do Rock Brasileiro. Fruto da união de duas bandas da periferia de São Paulo, os Inocentes estrearam na coletânea "Grito Suburbano", em 1982. Formada por Clemente (vocais e guitarra), Ronaldo (guitarra), Anselmo (baixo) e Nonô (bateria), a banda pretende gravar novos CD e DVD em 2009.
Postado por: Leisa RibeiroFonte: Visto Livre
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