terça-feira, 15 de setembro de 2009

Rota de Colisão- vídeo

Fotos





Inocentes Virada Cultural 2009 em Jundiaí

Quase 50 mil na Virada.


FABIANO MAIA A banda 'Os Inocentes' tocou para milhares de pessoas, ontem, no dia de encerramento da Virada Cultural

A banda 'Os Inocentes' tocou para milhares de pessoas, ontem, no dia de encerramento da Virada Cultural

Mais de 45,3 mil pessoas participaram da segunda edição da Virada Cultural Paulista, em Jundiaí. Foram mais de 24 horas de cultura de graça para todos os gostos, com 28 atrações em diversos pontos da cidade. "O balanço não poderia ter sido mais positivo. Conseguimos atrair quase o dobro do público do ano passado, que foi de 26,3 mil pessoas, e atingimos o nosso objetivo", disse a secretária municipal de Cultura, Penha Camunhas Martins. Ainda de acordo com ela, as metas de oferecer cultura de qualidade de graça, a todos, e ocupar os espaços públicos foram atingidas. "Foi muito bom ver famílias inteiras aproveitando as atrações juntas, fossem shows de rock ou circo."

Ao todo foram investidos R$ 125 mil para a realização da Virada Cultural de Jundiaí. No ano passado, o investimento foi de R$ 92,5 mil. "É um valor que vale a pena e não é tão alto se pensarmos no custo-benefício para a cidade." A Virada Cultural aconteceu em 20 cidades do Estado e as mais de 550 atrações atraíram cerca de meio milhão de pessoas nas primeiras doze horas de Virada.

O público aprovou a iniciativa e elogiou a programação escolhida para Jundiaí. "Está muito melhor que a do ano passado. Eu nunca achei que veria um show de uma banda como ´Inocentes´ de graça, financiado pela secretaria de Estado", disse a estudante Tânia Carolina Marancero. Ela sugere que mais bandas de rock venham nas próximas edições. "Matanza e Rita Lee seriam boas opções."

A professora Juliana Augusta Verona foi com a filha e um grupo de amigos ao show dos ´Inocentes´ e adorou. "Poderia ter mais vezes no ano, né? É bom poder fazer um programa legal e poder trazer minha filha, por exemplo, A minha sugestão para o próximo ano seria mais MPB." Na opinião do diretor das casas de espetáculos de Jundiaí, Wagner Nacarato, o público foi bastante receptivo. "Tivemos pelo menos 600 pessoas em cada apresentação e isso foi muito bom. Vamos conversar com a secretaria de Estado e fazer algumas observações para tentar melhorar ainda mais a programação do próximo ano."


Programação - A abertura oficial foi no final da tarde de sábado, no Parque Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva), com a banda Vanguart, considerada uma das maiores revelações do rock nacional dos últimos tempos. Pelo Parque passaram atrações como Raízes Rasta (leia mais abaixo), Inocentes e Cachorro Grande, que fechou a Virada. O principal show, no início da madrugada de ontem, foi o do cantor Marcelo D2, que atraiu mais de 20 mil pessoas. Nos teatros foi possível ver cinema francês, espetáculos de dança, como o Balé da Cidade de São Paulo, a Cia. Druw de teatro, com o monólogo de Ricardo Bittencourt e o grupo Zuzu Abu.

Inocentes no palco





Inocentes na Virada Cultural 2008



14h – Na Rua Barão de Itapetininga, punks se revezavam em uma homenagem ao Clash: Mingau (365/Ultraje), Clemente (Inocentes), Redson (Cólera) e Ari (365) fizeram um bê-á-bá de hits clashianos com ótimas versões para “Guns of Brixton”, “Complete Control”, “Train In Vain”, “Tommy Gun” e “Rock The Casbah”, entre outras. Luiz Thunderbird engrossou a jam session tocando Chuck Berry e Joelho de Porco, e a “bagunça” terminou com Wander Wildner subindo ao palco para cantar Sex Pistols (”Lonely Boy” e “I Wanna Be Me”), Ramones (”I Believe In Miracles”) e… Replicantes (”Surfista Calhorda”). Os Inocentes fecharam a tampa com “Pânico em SP” e “Pátria Amada”.

Inocentes em 2002


Festa do Dia Mundial do Rock - Brasil 2000 (Broadway, São Paulo, 14/07/02)

A apresentação do Inocentes começou por volta das três horas da manhã e a essa altura grande parte do público já tinha ido embora. Sorte de quem ficou, pois pôde conferir músicas como “Pânico em SP”, “Desequilibrio” e “Expresso Oriente” sendo executadas com muita energia por Clemente, Ronaldo, Anselmo e Nonô. Tocaram também o hit “Cala a Boca” do álbum Embalado à Vácuo, que foi cantado em coro pelo público, além dos covers “Verme” (Garotos Podres) e “São Paulo” (365).

Fonte:http://whiplash.net/

Inocentes em Goiânia

INOCENTES


A velha guarda do punk nacional foi bem lembrada nesta edição do Noise. A confraternização da galera do Periferia e Inocentes nos bastidores elevou o clima de "brodagem" no último dia do festival. "Pode bater palma que a gente aceita", disse Clemente. A banda fechou a apresentação com "Pânico em SP". Antes do show do Helmet conversei um pouco com o baixista Anselmo e com o baterista Nô. Sentados na escada que dava acesso ao palco, quis saber como o militante punk Anselmo via o estilo hoje. "Tem muita coisa ruim, não posso mentir para você". Ele vem de uma época em que para conseguir gravar uma música, mostrar o trabalho fora da cidade era uma maratona extremamente difícil. Com a Internet e o avanço da tecnologia uma banda produz um single atualmente mais rápido do que o processo de xerocar mil flyers para divulgação de um evento. "Mas a internet mantém bem viva a filosofia faça você mesmo do punk. A galera pode gravar, disponibilizar as músicas e ser conhecida sem passar por uma gravadora", diz Nô. Para Anselmo, em muitas bandas que vão na onda da "modinha punk" falta alma. Tem o visual, mas não tem conteúdo. "Eu sou meio saudosista, quando comecei no punk era época de ditadura e eu era funcionário público, agüentei muita coisa por conta do visual e sentia na pele o que representa o movimento", disse Anselmo. "Hoje em dia você entra de um jeito pela porta de um shopping e sai punk pelo outro lado", afirma Nô. Por isso, para eles, falta muita autenticidade no que se faz atualmente.

FONTE: http://dynamite.terra.com.br/blog/


Noite A Vez do Brasil com Inocentes



O show foi só clássico do começo ao final. Também pudera, a banda está de volta com o "trio parada dura" no comando: Clemente, Anselmo e Ronaldo, aliados agora ao excelente novo baterista Fred. Abrindo com o veterano hino do punk rock nacional "Rotina", eles seguiram o set list com "A Cidade Não Para", outra clássica dos velhos tempos foi "Garotos do Subúrbio", "Front", outro hino em "Pátria Amada", "Desequilíbrio" (esta da banda Hino Mortal), "Expresso Oriente", outro grande sucesso nas rádios com "Cala A Boca", mais clássico das antigas com "Medo de Morrer", "4 Segundos", uma ode a Sampa em "São Paulo" (do 365), "Franzino Costela". Fechando o set de musicas da banda tocaram "Pânico em SP" (cantada em coro pela galera!). Para finalizar a grande apresentação, eles reverenciaram a banda que talvez os tenha influenciado mais: The Clash. Tocaram as clássicas "I Fought The Law" e "Should I Stay or Should I Go?"

Inocentes no Tendência Rock


Inocentes ao vivo no Tendência Rock (Foto: Andreia 'Berla' Berleze)

Na seqüência Inocentes e Clemente nos vocais, bem conservado, tirou suspiros até das titias presentes!!!!

Seu vocal é limpo, nítido e harmônico.

O baterista é um verdadeiro demolidor. É lindo de ver!


Clemente e sua trupe no palco do Callas (Foto: Andreia 'Berla' Berleze)

As músicas antigas dos Inocentes tiveram releituras pop e muitas delas remetem aos anos 80. As músicas: "Franzino Costela" do Sex Noise em seu refrão "Eu Apanhava Todo Dia" e "Cala a Boca" e seu refrão "cala a boca não enche o saco"! parecem feitas sob medidas para "aquele" tipo de mulher com discurso " eu quero ir embora" e as letras parecem recortes de contos bukoviskianos. A banda tem guitarras agressivas. Das antigas abriram com "Medo de Morrer", desta época mandam "Garotos do Subúrbio" e "Miséria e Fome". Do EP Pânico em S.P. mandam todas, além de "Pátria Amada" e músicas mais novas que não tem o mesmo brilho e pegada das mais antigas. Poderiam tocar "Promessas" e "Animal Urbano".


Inocentes Goiânia Noise Festival




Início:
23:20:00
Palco:
Monstro
Release:
Na ativa desde 82, o Inocentes é um dos maiores nomes do punk rock nacional. A banda já lançou inúmeros discos e propagou o punk no Brasil em sua forma mais direta. Sem se venderem ou mudarem seu estilo apesar de qualquer dificuldade financeira ou ideológica, a banda se mostrou persistente ao longo dos anos em fazer o que acredita com sinceridade, tornando-se respeitada e aparecendo em diversos documentários e obras como referência primordial para grande parte das bandas do estilo nos dias atuais.
Link:
www.myspace.com/inocentes

Inocentes no Credcard Hall


PENNYWISE & INOCENTES – Credicard Hall/SP – 30/03/2007.
Texto e foto: Júlio César Bocáter.
Quem abriu a noite foi o Punk veterano do Inocentes. Fazia tempo que não os via e ouvia ao vivo. Apesar do set curto (banda de abertura neste evento) e de problemas com o som, a banda fez um set correto, eficiente e na cara, como sempre, com a experiência de quem está na estrada a quase 30 anos! A geração jovem presente ao show, agitou, pulou, pogou, respeitou e cantou junto todas as músicas com Clemente e companhia. Logo de cada, abriram com Rotina, um tapa na cara de todos logo no começo! Garotos do Subúrbio, Expresso Do Oriente entre outros clássicos. Das clássicas das clássicas, faltou Pátria Amada, não sei porque. Em off, entre nós, o primeiro vídeo clipe que assisti na minha vida, quando eu ainda era criança, foi o de Pátria Amada no programa Som Pop na TV Cultura, apresentado pelo Kid Vinil. Quem bom que eles estão na estrada com tudo ainda, sem terem caído na “rotina”.

Inocentes


Publicado em 08/11/2008

Certamente uma das primeiras bandas punk-rock do Brasil (desde 1981), os Inocentes acabam de ser eternizados na “Calçada da Fama do Rock Brasileiro”. A cerimônia de captação das impressões das mãos e autógrafos de seus integrantes aconteceu na sexta-feira 07 de novembro de 2008, durante a gravação de um programa de TV para o ShowLivre, na capital paulista.

Fruto da união de duas bandas da periferia de São Paulo, o “Restos de Nada” e o “Condutores de Cadáveres”, o nome “Inocentes” teria sido inspirado em uma música dos primórdios do punk inglês, de John Cooper Clarke, “Innocents”, parte da coletânea “Streets” do selo Beggar’s Banquet.

Embalados pelo som da época dos Buzzcocks, Vibrators, Generation, New York Dolls, The Saints e, claro, Ramones, em 1982 os Inocentes estrearam na coletânea “Grito Suburbano”. Formada por Clemente nos vocais e guitarra, Ronaldo na guitarra, Anselmo no baixo e Nonô na bateria, os Inocentes receberam a equipe RockWalk Brasil nos estúdios da ShowLivre, onde deixaram suas marcas e autógrafos na placa de concreto e no contra-baixo, instrumento que agora integra o acervo RockWalk Brasil, à cada dia mais reunindo verdadeiras relíquias que ajudarão a contar a história do rock brasileiro.

Para 2009 os Inocentes preparam muitas novidades para os fãs, incluindo mega produção de seu novo show, além dos preparativos para o lançamento de novos trabalhos, o que pode incluir CD e DVD inéditos.

FONTE: http://rockwalk.com.br/


Divulgação do cd O Barulho dos Inocentes


Das primeiras e mais importantes bandas punks brasileiras, foi formada em 1981 com a união de duas bandas da periferia paulistana, o Restos de Nada e o Condutores de Cadáveres. No ano seguinte, estrearam em disco na coletânea inaugural do punk nacional, "Grito Suburbano". Em 1985, os Inocentes (Clemente, vocais, baixo e guitarra; Ronaldo e Calegari. guitarra; André, Paulo Barnabé e Nonô, baixo; Marcelinho, Tonhão e Anselmo, bateria) se tornaram os primeiros punks brasileiros a gravar um disco por uma grande gravadora: o mini-LP "Pânico em SP". Mais dois discos e eles voltaram aos selos pequenos, nos quais se mantiveram até meados dos anos 90. Em 2000, lançaram "O barulho dos Inocentes", disco de versões de músicas do punk nacional. O líder, vocalista e guitarrista Clemente Tadeu Nascimento foi o único membro constante de todas as formações da banda.

FONTE: http://www.cliquemusic.com.br/artistas/ver/inocentes

Inocentes o roquenrou



Para fechar restaram as três bandas mais conhecidas do movimento punk. E apesar de toda aquela lenda dos Inocentes serem traidores, eles fizeram o público cantar o que pareciam ser verdadeiros hinos suburbanos. Olho Seco, mais respeitado pelos punks radicais, fez um grande show e muito discurso (alguns sem sentido), mas a maioria só queria mesmo era cantar o refrão "seco, seco, seco, isto é olho seco". E o Cólera fez a multidão que o esperava o dia inteiro pular, cantar, se bater e o que mais se pode imaginar. Infelizmente muitas pessoas foram ao show de transporte coletivo e o local foi esvaziando mesmo antes de acabar a apresentação.

Inocentes e Napalm Death no Circo Voador RJ

iI
ii

Inocentes - por Rodrigo Gonçalves (metalrevolution.net) Inocentes - por Rodrigo Gonçalves (metalrevolution.net)
INOCENTES NO CIRCO VOADOR NO RJ

E aqueles que decidiram não entrar, acabaram perdendo um showzaço de abertura, proporcionado pelos cariocas. Pensa que o fato de a pista estar vazia durante a apresentação diminuiu a empolgação da banda ou ao menos a intensidade das rodas que já se formavam na pista do Circo Voador? Mas é claro que não! Algo interessante de notar e de se comentar é o fato de que conforme o show dos caras foi progredindo, foi como se eles conseguissem ao mesmo tempo atrair o público e mantê-los ligados no show, o que em minha opinião é mais importante ainda e deve ser o foco principal de uma banda de abertura. Ao final da apresentação o vocal ainda agradeceu aos presentes pelo apoio e reação positiva e também aos produtores do espetáculo por terem dado a eles a oportunidade de abrir um show tão especial como esse. Se alguém tinha que agradecer a alguém, acho que esses seriam os presentes durante os pouco mais de 25 minutos que o Confronto esteve em cima do palco. Poucas são as oportunidades em que temos a chance de assistir um show de abertura de tão alto nível. E olha que os caras contaram com pouquíssimo tempo para ir lá e mandarem o seu recado, o que acabaram conseguido de forma eximia. Apresentação com saldo altamente positivo e é sempre muito bom poder constatar que o underground carioca conta com bandas de tamanha qualidade.
Cerca de meia hora após o término da apresentação do Confronto, foi a vez dos punks paulistas do Inocentes subirem ao palco do Circo Voador para dar prosseguimento aos trabalhos. O começo da apresentação da lenda do punk rock nacional foi bastante empolgante, porém bastante problemático. No momento da apresentação do Inocentes, um público bem maior já se encontrava no recinto, embora isso não queira dizer que haviam mais pessoas assistindo a apresentação do Inocentes do que haviam na do Confronto. Mas como assim? Calma, que eu explico. Lembram quando eu falei que o Confronto foi tão bem sucedido em sua apresentação de modo a ter conseguido atrais mais pessoas para assisti-los além de apenas daqueles que já conheciam o trabalho da banda? Pois é, o mesmo não parece ter acontecido com o Inocentes visto que durante o curso de seu show, boa parte do público parecia mais entusiasmada em socializar ao redor do bar do Circo do que assistir de fato a apresentação. Algo que me pareceu ter prejudicado demais os Paulistas e contribuído para um show um tanto quanto morno, foram os constantes e já previamente citados problemas de som enfrentados pela banda, principalmente na primeira parte do show. Outros fatores que podem e devem ser citados é que tanto banda como público pareciam estar um tanto quanto descolados com relação a um outro. Minha opinião pessoal é de que o tipo de som executado pela banda não combinou bem com a proposta da noite. Some a isso a ansiedade do público pelo show de uma banda que já não tocava aqui na cidade maravilhosa e, por fim, os 50 minutos de apresentação.

Inocentes Virada Cultural 2007

Virada Cultural leva três milhões para as ruas
Evento bate recorde, mas tumulto na Sé deixa feridos.
07.05.07 21:05
A terceira edição da Virada Cultural em São Paulo movimentou mais de 3 milhões de pessoas nas 24 horas de programação armada em palcos no centro da cidade, nas unidades dos CEUs e outros endereços como o Centro Cultural Vergueiro e um improvável cemitério na Vila Nova Cachoeirinha.

Entretanto, o quebra-quebra feito por uma turma de vândalos e as prisões decorrentes de uma desajustadíssima operação da Polícia Militar tomaram conta, com justiça, do noticiário da imprensa no dia seguinte à festa.

Apesar da bem montada programação de shows, um conflito na Praça da Sé atrapalhou o bom ritmo em que estava rolando a agenda de apresentações. Por volta das cinco horas da manhã de domingo, policiais que tentavam fazer a prisão de alguns pixadores próximos ao show do Racionais MCs foram enfrentados por homens que estavam ao redor e uma reação exagerada da polícia aliada ao vandalismo de alguns grupos causou um conflito que machucou quatro PMs, feriu outros oito cidadãos e acabou em onze prisões.

Uma filial das Lojas Americanas foi saqueada e um Rei do Mate também. Oito viaturas da PM foram danificadas, bem como dois carros particulares. Bloqueios de estações de metrô próximas ao local do tumulto foram destruidas, porém havia gás lacrimogênio dentro das instalações subterrâneas, e este tumulto pode ter ajudado a que catracas fossem danificadas devido ao pânico da população.

Um fato lamentável que constrata com o sucesso dos shows de Cauby Peixoto e do Cordel do Fogo Encantado, que também se apresentou no ano passado e foi um dos mais aplaudidos. As atrações de música eletrônica também fizeram sucesso. O palco XV de novembro, onde os DJs se apresentavam dentro de uma bolha transparente, chegou a juntar 10 mil pessoas. Mesmo número de público que foi ver os Racionais.

Inocentes. Foto: fotolog.net/rodrigobertolino
Inocentes. Foto: fotolog.net/rodrigobertolino
Kammy, que se apresentou às duas da madrugada disse que o "palco era bem maneiro, igual a uma nave da Xuxa". Segunda ela "o público tava bem animado, parecia festival mesmo". Com o tumulto da madrugada alguns DJs não se apresentaram. "Me ligaram da produção e avisaram que a apresentação estava suspensa", conta Camilo Rocha que entraria no som às oito da manhã. Snoop e Mara Bruiser também não puderam tocar. Mais tarde, porém, a música eletrônica recomeçou, com Mau Mau tocando para uma rua cheia.

Na mesma tarde, o palco que recebeu as atrações de punk rock também teve bastante êxito. Num climão bem sossegado de tarde de domingo, entre roqueiros mais velhos com filhos e esposas e uma juventude vestida de preto dos pés a cabeça, as bandas Inocentes e Garotos Podres tocaram sucessos antigos e a Plebe Rude mostrou canções do novo disco.

A Virada Cultural é um evento nos moldes do que acontece em Paris e Buenos Aires há mais tempo. Só é uma pena os museus daqui não ficarem abertos também, ao contrário do que acontece nestas cidades.

Danilo Poveza
Danilo Poveza

Inocentes em Belém

O barulho dos Inocentes em Belém!

2007 Março 16
by 100Grana

Clemente e cia. finalmente aportam na terra do chibé pra debates e shows. Não vai perder!

Por 100Grana

Como se não bastasse talvez ser o principal responsável pela revitalização da Plebe Rude, Clemente Nascimento ainda encontra fôlego punk de sobra pra liderar sua banda-mãe, os Inocentes, que se apresentarão pela primeira vez em Belém, no domingo, dia 18. mas antes, no sábado, ele participa de debates sobre o cenário musical paraense e brasileiro junto com bandas locais. Presta atenção no serviço, liso:

Sábado 17 – Mormaço – 22h

Debate com Clemente e integrantes das bandas Norman Bates e Madame Saatan

Shows do Gibamones, Vinil Laranja, ION e Aeroplano

Discotecagem de Sidney Filho, Vanja Fonseca (baixista da banda Turbo) e do próprio Clemente

Domingo 18 – Afrikaan Bar – 16h

Inocentes fecha a noite que conta com shows do Norman Bates, Delinquentes, Jolly Joker, Sincera, Telaviv e Ruwa

Rock que não acaba mais e com gente que entende, o que é melhor.

Fonte: Sidney Filho


Inocentes em 2006 na UOL

Inocentes tocam nesta terça no Clube Belfiore

São Paulo, 24 de julho de 2006
Por: Martina Carli


Crédito: Divulgação
Nesta terça, 25/07, o Clube Belfiore, em São Paulo, recebe o show da veterana banda punk paulistana Inocentes (foto).

A apresentação acontecerá na edição beneficente da festa Viva El Roque, que arrecadará fundos para a fraternidade Irmã Clara, que trata e reabilita gratuitamente crianças e adultos com deficiência mental.

Além dos sons ao vivo de Clemente e sua trupe, a festa também contará com a discotecagem de conhecidas figuras da cena roqueira da cidade: os DJs Flávio Forgotten, Lú Riot e Psycho.

O evento começará às 21h e as entradas custam 5 reais.

Dica para quem procura uma balada de rock alternativo no começo da semana.

Inocentes no Guia Folha de S.P

11/05/2009 - 20h37

Novas festas sacodem poeira de clubes com rock, hip hop e house

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

JULIANA NADIN
do Guia da Folha

Divulgação
Integrantes da banda punk Inocentes, que tocam no Studio SP nesta quarta-feira (13)
Integrantes da banda punk Inocentes, que toca no Studio SP nesta quarta-feira (13)
Baile Punk
Toda quarta-feira, bandas novas e consagradas atraem para o Studio SP um público diferente do que costuma circular por ali: punks, indies e roqueiros. Pela primeira vez, a casa dedica uma de suas noites ao rock. O grupo Inocentes, capitaneado por Clemente, sobe ao palco na próxima edição (dia 13). Isabel Nassif e Manuela Rahal cuidam dos toca-discos. Ingr.: R$ 20. Há desc. c/ nome na lista.

Inocentes e polêmicas sobre o movimento "Punk"

Punks lutam contra estigma de violentos

Para integrantes do movimento, atos de violência são reflexo da sociedade.
“Em teoria”, os punks são pacifistas, garante Clemente, vocalista do Inocentes.

MARCELO MORA Especial para o G1, em São Paulo



Para começo de conversa, os punks são anarquistas, contra o sistema, mas não são violentos. Punks das antigas, como Clemente, vocalista do Inocentes, banda com 26 anos de estrada, e ex-punks, como Gustavo Eduardo Araújo Brasil, historiador de 34 anos e que mora em Ilhéus (BA), atos violentos de punks – e da juventude em geral -, como dos últimos dias em São Paulo, são reflexo da violência da sociedade, como fazem questão de ressaltar.


Apesar de pacifista, em seus 30 anos de existência o movimento acabou estigmatizado como agressivo pela mídia. Talvez pelas roupas sujas e rasgadas, as mesmas com as quais o empresário Malcolm McLaren vestiu os pupilos Steve Jones, Paul Cook, Sid Vicious e Johnny Rotten, integrantes da banda inglesa Sex Pistols, por ocasião do lançamento do mítico álbum Never Mind the Bollocks, em 1977, talvez pelos cabelos espetados, pelos piercings ou pela porrada sonora das bandas: enfim, desde o início, surgiu para chocar, para contestar. Mas não para agredir.

No Brasil, a cena punk se consolidou com o festival O Começo do Fim do Mundo, realizado no Sesc Fábrica da Pompéia, na Zona Oeste da capital paulista, em 1982, e que contou com a participação de várias bandas. Desde então, os punks passaram a ser reconhecidos nas ruas das mais diversas cidades do país como uma tribo.

Para Clemente, o movimento ainda perdura e atrai jovens nos dias de hoje devido à sua espontaneidade. E os atos de violência dos últimos dias são isolados. “Teoricamente, os punks são pacifistas. Mas quando junta um bando de jovens é difícil segurar. A violência, na verdade, não é privilégio dos jovens da periferia. Há uma tendência à violência da sociedade como um todo. Não são só punks que se envolvem em atos de violência”, argumenta o vocalista do Inocentes.

Basta lembrar dos jovens abonados da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que surraram e roubaram uma empregada doméstica que esperava a condução em um ponto de ônibus para voltar para casa. Ou dos freqüentadores de academias de artes marciais e musculação que saem de casa com apetrechos como soco-inglês e vivem se atracando pelas ruas de São Paulo.

Rixa antiga

A rixa entre esquerda e direita precede – e explica – a rixa entre punks e skinheads. Punks são anarquistas; ou seja, de extrema esquerda. E skinheads, nazistas; de extrema direita. Desta forma, criou-se naturalmente a rivalidade entre estas tribos, acrescentando assim um ingrediente a mais na violência.

Na semana passada, um grupo de 20 punks cruzou com quatro skinheads na Avenida Tiradentes, perto da estação da Luz. Como resultado, um adolescente de 17 anos, supostamente um “careca”, foi espancado ferozmente e mandado para o hospital com traumatismo craniano. Os outros três conseguiram fugir. A polícia prendeu dez punks que participaram da ação. Eles vão responder criminalmente por tentativa de homicídio.

Desde o início dos anos 80, são comuns os confrontos entre integrantes dos dois grupos em São Paulo. Mas a rivalidade ocorre em qualquer lugar, até mesmo na pacífica Bahia de todos os santos. “Em 1990, eu fui para Salvador e lá tinha muita rivalidade com os ‘carecas’. Carrego algumas cicatrizes desta época”, conta Gustavo Araújo, que foi punk dos 14 aos 25 anos.

Já a masterpiercer (colocadora de piercing) e DJ Cláudia Zuba, de 38 anos e punk dos 16 aos 20 anos, conta que perdeu muitos amigos nessas brigas entre as tribos. "Pelo menos uns oito amigos morreram nestas 'tretas' com os skinheads ou os carecas. Os skinheads são nazistas e os carecas, nacionalistas", explicou.


Mesmo distante da cena punk das grandes metrópoles, Gustavo decidiu virar punk por causa do pai. “Meu pai era integralista. Então, como todo bom adolescente, fui contra o meu pai. Quando me deparei com o anarquismo, me identifiquei”, relembra, não sem abrir mão do bom humor.

Por conta dessa identificação, Gustavo entrou de cabeça no movimento e participava de quase todo protesto ou passeata de trabalhadores. “Decidi sair porque não agüentava mais correr da polícia. Nas passeatas, os próprios policiais atiçavam os skinheads contra nós e depois do tumulto armado só desciam a borracha em nós”, recorda Gustavo.

Estigmatizados

Foto: Divulgação/site Inocentes
Divulgação/site Inocentes
Inocentes segue na ativa depois de 26 anos. "Vão até punks nos nossos shows", brinca Clemente. (Foto: Divulgação/site Inocentes)

Para ele, no entanto, o que marca o movimento punk é o pacifismo. “Essa coisa da agressão é mais da juventude. O estigma (de violento) existe, mas não condiz com a realidade. As roupas, a aparência, com aqueles cabelos espetados, tinham um significado muito forte. Se em cidade grande já olham torto, imagina em Ilhéus como me olhavam”, brinca o pesquisador.

Depois de 30 anos - 25 anos no Brasil-, o movimento, obviamente, não carrega mais todo o seu peso panfletário como dos anos iniciais, perdeu sua força e se diluiu. Para Cláudia, a violência gratuita de punks que desconhecem a ideologia está descaracterizando o movimento.

"Os que se dizem punks hoje em dia batem em gays, matam um atendente por causa de um desconto de R$ 0,60. Para mim, são bandidos. O que era ideologia virou banditismo", afirmou, ao relembrar do assassinato de um balconista em um quiosque no último dia 15 no terminal D. Pedro II, no centro de São Paulo.

“Muitos jovens se dizem punks e nem conhecem a ideologia do movimento. São 30 anos, não é mais como antigamente. Nem bandas representativas, um dos pilares do movimento, há mais hoje em dia”, lamenta Clemente.

Apesar disso, o Inocentes continua nas trincheiras, despejando decibéis nos ouvidos de públicos dos mais diversificados em porões de casas alternativas de shows de rock no centro da capital . “Costumo dizer que nos nossos shows vão até punks”, brinca Clemente.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL159950-5605,00-PUNKS+LUTAM+CONTRA+ESTIGMA+DE+VIOLENTOS.html

Porão do Rock com Inocentes


Felipe Seabra, do Plebe Rude, se infiltrou na coletiva dos Inocentes e mandou uma pergunta, se identificando como repórter da revista "Gracie". "Como você consegue transitar entre uma banda punk de São Paulo e uma banda de filhos de ministro em Brasília?" A gargalhada foi geral. "Pô, eu tenho que filar a bóia de alguém!", respondeu Clemente com uma gargalhada. Como se sabe, Clemente atualmente se divide entre a Plebe e os Inocentes.

Clemente lembrou que já são 26 anos de Inocentes desde os tempos de ''Pânico em SP'' e ''Garotos do subúrbio'', daí perguntei se era difícil manter a coerência e a relevância por tanto tempo. "Difícil é. Para ganhar dinheiro você tem que fazer algumas concessões , mas nós nos mantemos coerentes. O reconhecimento demora, nós levamos 10 anos para chegar ao Porão do Rock, mas é gratificante porque é o que a gente acredita. Estamos mais velhos, depois do show dói tudo, mas estamos aí.

Dentro do mesmo espírito, um colega perguntou se ele ainda revalidava sua frase mais famosa, na época em que o punk paulista procurava se afirmar: "Nós estamos aqui para detonar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das 11, pisar nas flores do Geraldo Vandré e transformar a Amélia numa mulher qualquer." A resposta: "Naquele momento foi importante dizer aquilo, de esclarecer que estávamos indo contra o estabelecido. Pouca gente percebe mas o punk paulista influenciou o mangue beat, se existe esse rock hoje é porque nós começamos lá atrás." E mais: "O punk não faz política partidária mas é político quando fala do que toca a gente. Punk não é necessariamente política, punk é uma atitude musical, você faz o que quer." O show teve os clássicos da banda "Pátria amada" - "Tudo a ver aqui, bem perto do Congresso", disse Clemente. Alguns versos: "Pátria Amada, é pra você esta canção/ Desesperada, canção de desilusão/ Não há mais nada entre eu e você/ Eu fui traído e não fiz por merecer. E mais "Rotina", Expresso Oriente, Miséria e fome, Ele disse não).

Fonte:
http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/default.asp?a=39&periodo=200706


Nonô e seus equipamentos




Nonô conheceu Clemente em 1993 em uma oficina de música, começou a trabalhar de Roadie e abrir alguns shows. Com a saída do batera César, foi convocado por Ronaldo pra fazer parte da banda. Gravou os CDs, Ruas, Embalado à Vácuo, O Barulho dos Inocentes e 20 anos ao Vivo, e participou dos principais shows dos Inocentes. Em 2001 saiu da banda, retornando em 2006. O baterista Nonô, nos recebeu em sua residência com muita simpatia e paciência. Nonô nos contou sobre sua carreira no cenário musical, sobre projetos da banda, seu kit e tirou muitas fotos para nosso Site. Os elogios para os Hard-Bags High Level, também não faltaram e mostrou-se satisfeito com nosso trabalho. Gostaríamos de agradecer, à esse grande baterista, pela parceria e toda força que nos deu até agora, fazendo parte de nosso "Time". Para nós uma grande honra. Valeu Nonô, muito sucesso e tudo de bom!!! Abração

Nonô dos Inocentes usa os Hard-Bags High Level

Inocentes na gravação do DVD: Matéria e fotos






Energia Punk “Interdita” o CCSP: Inocentes

Adicionar e Compartilhar com os amigos Publicada em 17, Aug, 2007 por Marcia Janini

Clique aqui e veja as fotos deste show.


No dia 15 de julho o CCSP rendeu-se mais uma vez ao protesto advindo do punk rock através da brilhante apresentação da banda Inocentes, participante ativa da cena underground dos anos 80.

Com cenário sugestivo, onde faixas de interdição pública pontuavam totalmente o palco em estrutura de arena da sala Adoniran Barbosa (este foi aliás, um genial recurso para as entradas de cada integrante) a banda inicia apresentação onde seus grandes sucessos são relembrados de forma única, contagiando automaticamente o público presente.

Através de letras reflexivas e das melodias de intrincada construção estilística, mesclando ao punk rock elementos preciosos, em conversões precisas e variações fantásticas de andamento e tom, o público foi brindado com momentos históricos na música de protesto nacional, revelando um pouco do que de melhor se realizou em nosso rock nas últimas décadas.

Digna de menção as atuações individuais dos excelentes músicos, onde à bateria firme e cadenciada mesclaram-se riffs de guitarra perfeitos, harmoniosos acordes de baixo e voz de timbre acentuado incomum de Clemente, numa brilhante celebração aoi punk rock nacional... Fantástico!

Nota para as excelentes execuções de “A Cidade Não Pára”, “Rotina”, “Nada de Novo no Front”, “Garotos do Subúrbio”, “São Paulo” e “Pátria Amada”.

Tributo aos Inocentes


Várias bandas do cenário underground fizeram uma grande homenagem aos Inocentes em um tributo chamado "PÂNICO" supervisionadoe produzido por Anselmo baixista da banda! Sem contar que até os Titãs fizeram uma honegem aos Inocentes no cd "As 10 Mais" fazendo uma releitura de "Rotina".
Faixas:
01-Garotos do Subúrbio (Underboys)
02-Ele Disse Não (Street Bulldogs)

03-Morte Nuclear (Sick Terror)

04-Mais Um Dia (Stoosh)

05-Nunca Diga Jamais (Sigarrones)

06-A Raiva Vai Nos Salvar (Fogo Cruzado)

07-Cala a Boca (Bandits)

08-Intolerância (Skamoondongos)

09-Pátria Amada (Holly Tree)

10-Nada de Novo No Front (Defronte)

11-Não Acordem A Cidade (Pacto)

12-Miséria E Fome (Heresia)

13-Nada Pode Nos Deter (Nitrominds)

14-Inimigo (8 Cilindros)

15-Expresso Oriente (Narcose)

16-Escombros (220 Volts)

17-Pânico Em SP (Calibre 12)

domingo, 13 de setembro de 2009

Sobre os movimentos


Crucificado Pelo Sistemapor Adriano MoralisConforme dito na matéria de capa publicada em nossa edição 36, aqui estão os depoimentos dos entrevistados na íntegra e são eles Boka (Ratos de Porão, I Shot Cyrus, Pecúlio Discos), Clemente (Inocentes, Plebe Rude, ShowLivre), Demente (Phobia, Juventude Maldita, Rebel Music, Final Fight) e Alemão (Hangar 110). Confiram!
Como você vê o punk e qual a principal diferença de como ele é retratado pela mídia?Alemão: Música, é assim que vejo o punk rock, ao contrário da mídia que vê como um grupo de marginais, blá, blá blá....Clemente (foto de Gabriel Chiarastelli): A mídia generaliza, mistura tudo, não procura entender. É claro que existem punks violentos mas não são todos, é uma minoria. O punk cresceu, se diluiu, se subdividiu, mas até hoje é importante como música e comportamento, mas não acredito mais no movimento coeso, como era até o meio da década de 80. Mas o punk como um tipo de atitude.Demente: Vejo o punk como uma rebelião contra o que está errado na sociedade, contra os dogmas sociais que tentam desesperadamente nos empurrar. Ser punk é tomar consciência crítica à respeito do mundo ao seu redor e fazer algo para mudá-lo, não adianta guardar o conhecimento no bolso, a palavra-chave do punk é atitude e atitude nada mais é que assumir uma postura radical e também suas conseqüências. A mídia vende a imagem de arruaceiros drogados, sendo que isso é apenas a ponta do iceberg, há muitas visões e posturas diferentes e até conflitantes dentro do que se chama hoje punk. Boka: A mídia sempre explora as coisas que vão dar ibope, por exemplo tretas e bizarrices, nunca o lado produtivo ou positivo. Mas pensando bem, não pode ser positivo para ela porque algo que contesta o sistema, também vai contra a mídia maiorista, assim que me considero um inimigo da mídia que nunca vai falar bem do punk, e nem deve, se o fizer algo está errado...Quem é o culpado pela violência entre os jovens hoje em dia?Alemão (foto do Hangar 110 de Jozzu): Infelizmente a violência é um ingrediente das grandes cidades. É ingênuo aquele que acha que é problema de Terceiro Mundo, há poucos dias vimos torcedores se agredindo na Itália, na França os protestos também estão recheados de violência. Acho que os grandes culpados pela violência são os governantes que colocam a educação em último plano! Quem tem cultura e educação é mais ponderado, respeita a opinião alheia, tem como argumentar. Clemente: Acho que há um aumento da violência na sociedade em geral, e acho que essa nossa sociedade de consumo só preocupada com os valores materiais tem a ver com isso. Acho que todos nós temos um pouco de culpa, não posso falar que é só do governo, pois a violência cresceu em todas as classes sociais.Demente: Trate o povo como bicho e muitos se tornarão bichos... É uma mistura perigosa, falta de investimento público em educação, gente amontoada feito gado em ônibus e trens superlotados, falta de opções de lazer... fora a miséria e humilhação que qualquer pessoa que não vive em um condomínio de luxo e depende do Estado para qualquer coisa sofre, acho que a violência social no Brasil, não só entre a juventude, é bem baixa se levarmos em conta a vida de merda que a maioria leva.Boka: Acho que é um fenômeno social e comportamental da juventude, muitos gostam de treta e é isso, mas também existem muitas pessoas que não estão nessa de violência. Mas certamente a juventude, principalmente a de classe média, é totalmente “sem noção” de porra nenhuma, talvez uma falta de perspectiva e uma busca de identidade e auto-afirmação, levam jovens todos os dias a cometer atos de violência. Acho que isso já um lance de psicologia, não tenho como falar muito sobre isso.Existe um estereótipo de que o punk é vândalo, ignorante e violento. Na sua opinião até onde isso é verdade e qual o motivo desse estereótipo permanecer até os dias de hoje? Alemão: O grande problema é que grande parte dessas gangues de “punks” é formada por pessoas abandonadas pelo poder público. Os que estudaram o fizeram em escolas públicas sucateadas, pegaram o canudo mas não conseguem interpretar um pensamento, para eles é tudo na porrada. Na verdade não são punks, são pessoas que se vestem como punks. Quem gosta de música punk não tem tempo pra idiotices.Clemente: Sim! Se o estereótipo vende mais jornais e revistas, dá mais ibope (risos). É isso, como eu disse, existem punks de tudo quanto é tipo até os violentos, mas não se pode generalizar e passar a idéia de que um movimento tão importante seja confundido, com um encontro de gangues.Demente (foto retirada do site do Phobia): O primeiro passo para minar os grupos que protestam contra a ordem instituída é a difamação. Com o poder da mídia, é fácil pegar um caso isolado e difundi-lo incessantemente até que se torne uma verdade. Maçãs podres existem em qualquer lugar inclusive no movimento punk. O casal Hernandes tentou entrar nos EUA com dinheiro escondido na Bíblia, então todo crente é criminoso? O Pimenta Neves, que era editor do jornal O Estado de São Paulo foi lá e assassinou a namorada... isso quer dizer que todo jornalista é assassino e covarde? Aliás, ele nem está preso e mal se fala nisso, ele não é um vândalo violento também? A sociedade é classista e privilegia os ricos, isso é fato, como também é fato que ela condena os pobres e os opositores. O que os detentores do poder nesse país ganham dizendo a verdade sobre os punks, sobre movimentos de esquerda radical, sobre o MST e derivados, por exemplo? Nada! Por isso, enquanto o Brasil for dominado por uma minoria inescrupulosa e uma mídia mercenária e submissa ao capital, nada vai mudar.Boka: A verdade é que “punk” é um termo muito amplo e profanado, sem contar que várias coisas podem ser punk, não existe um modelo para isso. Muitos dizem que vandalismo, ignorância e violência não é punk e outros dizem que sim, é por isso que eu não gosto de me associar muito ao rótulo punk, já que não me vejo como um punk simplesmente. Existem muitas restrições com respeito ao punk e vou ter que buscar um novo modo pra justificar minhas atitudes e dizer: “eu faço assim, e assim é punk”, realmente estou fora deste contexto, não quero me auto-afirmar com nada.

Matérias


Inocentes na Calçada da Fama do rock brasileiro

Uma das primeiras bandas punk-rock do Brasil, os Inocentes acabam de ser eternizados na Calçada da Fama do Rock Brasileiro. Fruto da união de duas bandas da periferia de São Paulo, os Inocentes estrearam na coletânea "Grito Suburbano", em 1982. Formada por Clemente (vocais e guitarra), Ronaldo (guitarra), Anselmo (baixo) e Nonô (bateria), a banda pretende gravar novos CD e DVD em 2009.
Postado por: Leisa RibeiroFonte: Visto Livre

Entrevistas


INOCENTES

Por Ricardo Cachorrão

Em 2009 comemoram-se 28 anos de Inocentes. O monstro nasceu no gueto (Vila Carolina, SP), independente, deu a cara a tapa, cresceu, virou ícone de toda uma geração, entrou numa major, ficou famoso, foi chamado de traidor do movimento, caiu no ostracismo, voltou a ser independente, teve várias ressurreições, sem nunca ter morrido de fato, e continua aí, firme, forte, quase trinta anos sem parar, e lançando um DVD ao vivo (Monstro Discos). Clemente é ícone de toda uma geração. Esbanja simplicidade, bom humor e carisma. Depois de tanto tempo tentando marcar uma entrevista, veio o gancho necessário: o lançamento de Som e Fúria, o esperado DVD ao vivo dos Inocentes, e o que se segue, é um papo franco, direto e divertido. Com vocês, Clemente Nascimento, o punk veio!O que pode ser dito além deste resumão básico? Era mais fácil ser inocente em 1981 ou em 2009? O que mudou neste tempo, além do cabelo que caiu? Conte aí a sua história!Poxa! Você já falou tudo (risos)! Mas acho mais fácil hoje, com certeza, não precisamos da grande mídia, a internet facilitou a vida, estamos em contato direto com a rapaziada, sem falar dos contratantes que hoje nos acham e por isso fomos tocar em Belém, Palmas, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Cuiabá, Florianópolis... ou seja estamos viajando muito mais e existe uma cena independente, muito bem estabelecida, ou seja, aquilo que batalhávamos no começo da carreira hoje é realidade. Uma discografia grande e muito legal como a de vocês (se não me engano, são 12 discos), não merecia estar em catálogo? O que acontece? Pois quem gostaria de ter os álbuns originais dos Inocentes, e não os comprou no lançamento, como eu fiz, não tem essa possibilidade.Nem me fale, mas esse é o problema de ter passado por vários selos, grandes e pequenos, são eles que detém os direitos, se eles não lançam, não temos o que fazer, o que vamos fazer é regravarmos uma boa parte do repertório, para uma coletânea que deve ser lançada no Chile, Argentina e Portugal e comercializar isso, pois dessa vez faremos apenas o licenciamento. De resto é reclamar com a Warner, a Abril Music (que não existe mais) a Paradoxx (que não existe mais) (risos)! Acabamos com um monte de gravadoras! (Risos) Lá no início e meio do movimento punk brasileiro, as bandas passavam a impressão de grande união, se cotizavam para lançar álbuns juntas (vide Grito Suburbano, O Começo do Fim do Mundo, Sub, Ataque Sonoro e muitas outras coletâneas). Essa união era real, ou só falsa impressão? Apenas artifício para superar falta de grana generalizada? As tretas conhecidas chegavam nas bandas? Ou era coisa apenas de ganguismo puro e simples? Como era seu relacionamento com as outras bandas naquela época? E hoje, como é o contato de gente como o Cólera, Ratos de Porão, Olho Seco, Garotos Podres, Restos de Nada e tantas outras bandas que cresceram juntas?O relacionamento era bom, e acho que continua, mas era verdadeira aquela união, mas não como num conto de fadas, é claro que tinha suas rusgas, mas sabíamos que éramos mais fortes juntos, depois quando cada um conseguiu seguir seu caminho sozinho, cada um tomou seu rumo. Mas estamos sempre nos encontrando por aí, fizemos no Kazebre, Inocentes, Garotos Podres e Ratos de Porão, que depois foi substituído pelo Cólera, e fizemos mais de uma vez e fizemos em Curitiba no final de 2008, a garotada vai ao delírio é bem legal. Mas relacionamento é sempre difícil, se já é na própria banda, imagine entre várias bandas e pessoas diferentes e que nem sempre convivem o tempo todo juntas. Antes de falarmos do DVD Som e Fúria, fale um pouco de outro DVD, do qual você teve grande participação, e que me passa a impressão de deu uma grande guinada no punk brasileiro: qual foi a importância e como foi toda a produção de Botinada - a origem do Punk no Brasil?A primeira importância é histórica, pois temos no Brasil poucos documentários, seja da Tropicália ou da Bossa Nova, imagine do punk. Acho que a guinada existiu por que as pessoas não se tocavam da importância que o punk brasileiro tinha dentro do rock nacional, e que influencia muita coisa até os dias de hoje, e no documentário as pessoas se tocam disso, quando comecei a tocar em 1978 com o Restos de Nada, não existia nada e nós construímos tudo na unha. Falando agora do DVD Som e Fúria, mas relembrando um pouco de história: me recordo de quando o Camisa de Vênus lançou seu derradeiro álbum pela Warner (Duplo Sentido - 1987). Naquela oportunidade, você foi convidado para participar do show de despedida da banda (o primeiro de muitas despedidas), no Ginásio do Ibirapuera, aqui em São Paulo, quando tocou Bete Morreu e o Marcelo Nova te apresentou ao público como "Este é Clemente, dos Inocentes... uma banda honesta!". E o que notamos ao assistir o seu DVD Som e Fúria é justamente isso, a honestidade da banda! Nada de super produção, nada de maquiagem, são os Inocentes no palco, simples e diretos, com direito aos erros, que outras bandas limariam da edição final (você esquecendo a letra de “Lisa” foi hilário, além das piadas durante a censurada “Franzino Costela”). Fale de como funcionou a produção deste trabalho. E como explicar que o Sex Noise liberou “Franzino Costela” e a gravadora vetou?Será que somos tão honestos? (Risos) Nossa, você lembrou desse show do Camisa?! Mas queríamos uma coisa simples, pois não acho que seria de verdade a gente se utilizar da produção de um grande festival para fazer isso, aliás tem muita gente que faz, até pusemos no DVD um show escondido é só clicar no menu em cima do pedal, é nosso show no Porão do Rock em Brasilia, palcão, gente pra caraca, mas e daí? Só espero que as pessoas entendam que foi opcional ter o público no mesmo nível que a gente, é uma forma de falarmos que nós os respeitamos.Quanto à liberação das músicas foi difícil, até as minhas próprias foi um parto, a maioria está editada na Warner, tive que interferir várias vezes. Quanto a "Franzino Costela", que é da banda carioca Sex Noise, não teve jeito, eram muitos autores e não achamos todos e a EMI se recusou a liberar, queria uma grana. "I Fought The Law", do Sonny Curtis, foi mais fácil, nós pagamos (risos)! Mas estava mais barato. Antes mesmo da gravação do DVD, vocês estavam preparando material inédito, inclusive com download liberado no Myspace (http://www.myspace.com/inocentes) da faixa Rota de Colisão, que tocou um tempo na rádio Brasil 2000 FM. O lançamento do DVD adiou isso tudo? O que vocês tem preparado?Na verdade a gente lançou o single, sem muito compromisso em fazer o disco cheio, hoje em dia nem sei se precisa de CD com 14 faixas, os modelos mudaram, eu queria lançar um site com as músicas e só, mas ainda não tinha as músicas e estava cheio de dúvidas em relação ao modelo, por isso o DVD tomou a dianteira. Hoje em dia, você acha que ainda vale a pena a banda se esforçar para lançar um CD? Ou vale mais a pena disponibilizar o trabalho de graça na internet e depois correr atrás de fazer shows? Você participou do lançamento do último álbum da Plebe Rude, independente, que foi lançado por um preço honestíssimo, bem produzido, com capa, encarte, caixinha, ainda acompanhado de uma revista bacana (Outra Coisa), e, mesmo assim, menos de uma semana depois, o disco estava disponibilizado na internet para qualquer um downloadear. Qual sua opinião sobre isso tudo?Acho que a relação com a música mudou, eu sou da época, que se comprava um disco ia para casa ligava para os amigos e todo mundo ia lá ouvir o disco de cabo a rabo, hoje não é mais assim o cara baixa as músicas, não importa álbum, sequência nada disso importa mais. E ninguém parece disposto a pagar por isso, os CDs são bacanas, mas a tendência é morrerem mesmo e os artistas tem que se adaptar, pois os shows ainda são importantes. E por falar em Plebe Rude, primeiro, me conte como foi o convite e como é fazer parte de uma das principais bandas de Brasília? E continuando... Sei que está programada a gravação de um DVD ao vivo, na Ceilândia - DF, o que mais está rolando? Planos de disco de inéditas? O sucessor de R ao Contrário virá?Sou amigos deles desde que eles vieram a São Paulo pela primeira vez, junto com o Legião para tocar no Napalm a casa que eu trabalhava, isso foi em 1983, e sempre gostei da Plebe, era banda irmã. Quando reencontrei o Philippe num tributo ao Clash ele me ligou dias depois fazendo o convite, confesso que titubiei, pois não sou acostumado a esse lance de ter várias bandas, mas agora tenho certeza que fiz a escolha certa, é um prazer enorme tocar na Plebe. Estamos preparando o DVD, que vai ser gravado em Ceilândia, por ser uma cidade satélite, pobre e por isso vai ser lá em show gratuito para a galera que curti a Plebe. Quanto ao disco de inéditas é claro que vai vir mas por enquanto estamos nos concentrando no DVD. Temos uma versão da música "A Ida" em inglês que vai estar na trilha sonora de um filme chamado "Federal" que tem o Selton Mello como ator, tem um monte de coisa rolando.

Para quem conhece Clemente Nascimento, sabe que o cara não para: Inocentes e Plebe Rude são o lado famoso, pop star, mas além disso, no palco, temos Combat Rock (que tem status de super-banda punk), Jack & Fancy e 'brincadeiras' eventuais que você organiza, como Pagode Nuclear (com João Gordo), Roda de Rock (imitação rockeira de uma roda de samba) e até rock com campeonato de botão. O que você pode nos falar sobre todos estes projetos?A necessidade faz o ladrão (risos)! Poxa, o Jack&Fancy foi a forma encontrada de mostrar composições que não fariam parte do repertório das outras bandas, experimentar novas texturas, novas parcerias, com a Sandra Coutinho, das Mercenárias. Já o Combat Rock é pura diversão. Fazer um Tributo ao Clash é muito divertido, mas está virando coisa séria pois a banda formada por Mingau (Ultraje) no baixo, Redson (Cólera), Ari (365) e Alonso (Marsh Gas) é muito competente e toda hora é chamada para alguns projetos. Fizemos o Rock 40 Graus, no SESC Santo André, e foi demais, com vários convidados e convidadas, tocamos de Sérgio Sampaio a Blondie e todo mundo se divertiu muito. É que gosto desses desafios; o próximo é um projeto para o dia dos namorados, no SESC Pompéia. [a entrevista foi feita no início de junho] E como o cara é incansável, nos fale também sobre seu trabalho no Showlivre.Com.No Showlivre, assumo meu lado corporativo (risos)! Bem, sou apresentador no Showlivre, apresento dois programas, o Pé na Porta, um programa de entrevistas onde eu "invado" o espaço do entrevistado, e o Estúdio Showlivre, onde as bandas vem se apresentar ao vivo. Comecei no Musikaos, na TV Cultura, e nunca mais parei, mas também produzo shows, trabalhei na Virada Cultural de 2009 como músico e produtor. Além de compor, tocar, produzir, dirigir, ainda temos a oportunidade de ver Clemente comandando as pick-ups em baladas rock and roll. Quem for numa balada discotecada por você pode esperar ouvir o que?É, ainda sou DJ, no Vegas, no Unique, Astronete, CB e viajo, as próximas vão ser em Salvador e em Brasília. Se eu não tivesse três filhos talvez trabalhasse menos (risos)! Sou bastante "eclético" nas pistas, toco conforme o público, mas é sempre rock, passando pelos estilos que curto, como ska e rap, isso é muito pouco mas, toco rock de todas as épocas de 1950 a 2009, sem distinção de gênero, eu tenho que gostar e a música ser boa para a pista, portanto não se assuste se depois do Motörhead rolar uma do Tony Campello. Por falar em ouvir, o que o Clemente anda ouvindo? Quais suas sugestões de bandas nacionais e gringas?Putz, ouço tanta coisa, por causa da profissão de produtor, que não saberia te dizer o que estou ouvindo curtindo (risos)! Faz tempo que não pego um CD para ouvir só por prazer, faz um mês ouvi uns vinis velhos meus, como o primeiro do Dead Boys, o primeiro do Cramps, o Rain Dogs, do Tom Waits, e o Panis Et Circenses com Mutantes, Gil, Caetano e coisa e tal. Agora sugestões... Hummmm, realmente não sei, se eu falar de um cara que faz pós MPB os punks vão me matar (risos)! É isso aí, deixe um recado para a galera que curte seu som e te segue nesses anos todos!Sou ruim de recado, mas estamos na área, sem saudosismos, melhores do que nunca!http://www.myspace.com/inocentes

ANSELMO-FOTOS