terça-feira, 15 de setembro de 2009
Inocentes Virada Cultural 2009 em Jundiaí
Quase 50 mil na Virada.
A banda 'Os Inocentes' tocou para milhares de pessoas, ontem, no dia de encerramento da Virada Cultural
Mais de 45,3 mil pessoas participaram da segunda edição da Virada Cultural Paulista, em Jundiaí. F
Ao todo foram investidos R$ 125 mil para a realização da Virada Cultural de Jundiaí. No ano passado, o investimento foi de R$ 92,5 mil. "É um valor que vale a pena e não é tão alto se pensarmos no custo-benefício para a cidade." A Virada Cultural aconteceu em 20 cidades do Estado e as mais de 550 atrações atraíram cerca de meio milhão de pessoas nas primeiras doze horas de Virada.
O público aprovou a iniciativa e elogiou a programação escolhida para Jundiaí. "Está muito melhor que a do ano passado. Eu nunca achei que veria um show de uma banda como ´Inocentes´ de graça, financiado pela secretaria de Estado", disse a estudante Tânia Carolina Marancero. Ela sugere que mais bandas de rock venham nas próximas edições. "Matanza e Rita Lee seriam boas opções."
A professora Juliana Augusta Verona foi com a filha e um grupo de amigos ao show dos ´Inocentes´ e adorou. "Poderia ter mais vezes no ano, né? É bom poder fazer um programa legal e poder trazer minha filha, por exemplo, A minha sugestão para o próximo ano seria mais MPB." Na opinião do diretor das casas de espetáculos de Jundiaí, Wagner Nacarato, o público foi bastante receptivo. "Tivemos pelo menos 600 pessoas em cada apresentação e isso foi muito bom. Vamos conversar com a secretaria de Estado e fazer algumas observações para tentar melhorar ainda mais a programação do próximo ano."
Programação - A abertura oficial foi no final da tarde de sábado, no Parque Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva), com a banda Vanguart, considerada uma das maiores revelações do rock nacional dos últimos tempos. Pelo Parque passaram atrações como Raízes Rasta (leia mais abaixo), Inocentes e Cachorro Grande, que fechou a Virada. O principal show, no início da madrugada de ontem, foi o do cantor Marcelo D2, que atraiu mais de 20 mil pessoas. Nos teatros foi possível ver cinema francês, espetáculos de dança, como o Balé da Cidade de São Paulo, a Cia. Druw de teatro, com o monólogo de Ricardo Bittencourt e o grupo Zuzu Abu.
Inocentes na Virada Cultural 2008


14h – Na Rua Barão de Itapetininga, punks se revezavam em uma homenagem ao Clash: Mingau (365/Ultraje), Clemente (Inocentes), Redson (Cólera) e Ari (365) fizeram um bê-á-bá de hits clashianos com ótimas versões para “Guns of Brixton”, “Complete Control”, “Train In Vain”, “Tommy Gun” e “Rock The Casbah”, entre outras. Luiz Thunderbird engrossou a jam session tocando Chuck Berry e Joelho de Porco, e a “bagunça” terminou com Wander Wildner subindo ao palco para cantar Sex Pistols (”Lonely Boy” e “I Wanna Be Me”), Ramones (”I Believe In Miracles”) e… Replicantes (”Surfista Calhorda”). Os Inocentes fecharam a tampa com “Pânico em SP” e “Pátria Amada”.
Inocentes em 2002

Festa do Dia Mundial do Rock - Brasil 2000 (Broadway, São Paulo, 14/07/02)
A apresentação do Inocentes começou por volta das três horas da manhã e a essa altura grande parte do público já tinha ido embora. Sorte de quem ficou, pois pôde conferir músicas como “Pânico em SP”, “Desequilibrio” e “Expresso Oriente” sendo executadas com muita energia por Clemente, Ronaldo, Anselmo e Nonô. Tocaram também o hit “Cala a Boca” do álbum Embalado à Vácuo, que foi cantado em coro pelo público, além dos covers “Verme” (Garotos Podres) e “São Paulo” (365).
Fonte:http://whiplash.net/Inocentes em Goiânia
INOCENTES

A velha guarda do punk nacional foi bem lembrada nesta edição do Noise. A confraternização da galera do Periferia e Inocentes nos bastidores elevou o clima de "brodagem" no último dia do festival. "Pode bater palma que a gente aceita", disse Clemente. A banda fechou a apresentação com "Pânico em SP". Antes do show do Helmet conversei um pouco com o baixista Anselmo e com o baterista Nô. Sentados na escada que dava acesso ao palco, quis saber como o militante punk Anselmo via o estilo hoje. "Tem muita coisa ruim, não posso mentir para você". Ele vem de uma época em que para conseguir gravar uma música, mostrar o trabalho fora da cidade era uma maratona extremamente difícil. Com a Internet e o avanço da tecnologia uma banda produz um single atualmente mais rápido do que o processo de xerocar mil flyers para divulgação de um evento. "Mas a internet mantém bem viva a filosofia faça você mesmo do punk. A galera pode gravar, disponibilizar as músicas e ser conhecida sem passar por uma gravadora", diz Nô. Para Anselmo, em muitas bandas que vão na onda da "modinha punk" falta alma. Tem o visual, mas não tem conteúdo. "Eu sou meio saudosista, quando comecei no punk era época de ditadura e eu era funcionário público, agüentei muita coisa por conta do visual e sentia na pele o que representa o movimento", disse Anselmo. "Hoje em dia você entra de um jeito pela porta de um shopping e sai punk pelo outro lado", afirma Nô. Por isso, para eles, falta muita autenticidade no que se faz atualmente.
FONTE: http://dynamite.terra.com.br/blog/









